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    Padro Educao - Publico ou privado: h um modelo perfeito?

    Educao - Publico ou privado: h um modelo perfeito?

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    25.06.2016 s 8h38


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    Stima publicao do Projeto aQduto: avaliao, qualidade e equidade em educao


    FUNDAO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS


    PBLICO OU PRIVADO: QUEM ENSINA NA EUROPA?

    Em Portugal, entre 2000 e 2012, cerca de 6% das escolas so privadas e financiadas pelo Estado. Os aumentos mais expressivos de escolas desta natureza verificaram-se apenas na Sucia e em Frana.
    Na Polnia (93%), Finlndia (98%), Repblica Checa (89%) e Portugal (88%) a educao ministrada essencialmente em escolas pblicas. Apenas a Holanda e a Irlanda tm menos de 50% de escolas pblicas, pases onde o ensino privado dependente do Estado predominante, o que se deve a uma tradio de ensino de cariz religioso. A Sucia adotou um sistema de cheque-escola, desde o incio dos anos 90, garantindo financiamento igual para escolas pblicas e privadas. No perodo em anlise, a percentagem de escolas privadas dependentes do Estado aumentou de 9% para 31%, verificando-se essa mesma reduo para as escolas pblicas, uma vez que no existe ensino privado independente do Estado na Sucia.
    A percentagem de escolas privadas sem apoio do Estado, onde os pais suportam integralmente o custo de educar os seus filhos, marginal em todos os pases. Em 2012, Espanha (8%) e Portugal
    (7%) so os pases com a maior percentagem de escolas privadas independentes. No entanto, em
    Espanha, estas escolas tm vindo a diminuir e em Portugal a aumentar ligeiramente.
    PBLICO OU PRIVADO: QUEM FREQUENTA?

    em Portugal que a escola pblica e a escola privada dependente do Estado servem uma maior heterogeneidade de classes sociais, sendo que a escola privada independente exclusivamente frequentada por alunos de classes sociais elevadas.
    Em 2012, no geral, as escolas privadas independentes servem apenas uma populao socialmente mais favorecida. No Luxemburgo, Portugal e Polnia, 95% dos alunos provm de estratos sociais acima da mdia da OCDE. Por outro lado, em Espanha, Dinamarca e Repblica Checa, escolas desta natureza servem populaes provenientes de estratos sociais mais prximos dos da escola pblica. As escolas, que embora sendo privadas so financiadas pelo Estado, tendem a no ser elitistas, ou seja recebem alunos de estratos socioeconmicos similares aos das escolas pblicas.
    Em Portugal, as crianas de classes sociais muito favorecidas no frequentam escolas pblicas, nem escolas privadas dependentes do Estado, pelo que se trata do pas onde esta separao mais visvel. Em 2012, as escolas pblicas e as escolas privadas dependentes do Estado recebem alunos de vrios estratos socioeconmicos, embora a franja mais desfavorecida frequente exclusivamente escolas da rede pblica.
    Neste grfico, cada linha representa um intervalo de distribuio em torno da mdia do ESCS dos alunos que frequentam uma escola de certa natureza, sendo que as extremidades marcam um afastamento mdia de dois desvios padro. Os limites ilustram os alunos de ESCS mais elevado e mais reduzido por natureza da escola. Por exemplo, nas escolas privadas independentes, em Portugal, 95% dos alunos tm um ESCS entre 0 e 2,5, o que significa que a probabilidade de existir um aluno com ESCS inferior a zero muito reduzida.
    Ensino Privado Dependente do Estado (PDE): Uma instituio de ensino privado dependente do Estado uma instituio em que mais de 50% dos seus fundos regulares de funcionamento garantido pelo Estado/Administrao Pblica.
    Ensino privado independente do Estado: Instituio em que a maioria dos seus fundos regulares de funcionamento no garantida pelo Estado/Administrao Pblica.
    PARA L DA PROPRIEDADE: QUEM CONTRATA PROFESSORES?

    Em Portugal, a percentagem de diretores a declarar que a responsabilidade pela contratao dos professores no sua caiu de 87% em 2000 para 60% em 2012.
    Segundo os diretores, a centralizao da contratao de novos professores pelo Estado tem vindo a diminuir em quase todos os pases considerados. Apenas Frana, Luxemburgo e Espanha continuam a ter uma centralizao de 100% face contratao de professores. Os restantes pases tm vindo a delegar essa responsabilidade s escolas. Em alguns pases, verificou-se uma alterao radical deste procedimento, como so os casos da Holanda, Repblica Checa e Dinamarca, onde o Estado deixou de ter qualquer responsabilidade na contratao.
    Em Portugal, entre 2000 e 2012, passou-se de 87% para cerca de 60% de diretores de escolas pblicas a afirmarem que essa responsabilidade do Ministrio da Educao, embora esta situao varie de escola para escola e parea estar relacionada com o meio socioeconmico. Assim, 75% dos diretores de escolas em meios socioeconmicos desfavorecidos afirmam no ter essa responsabilidade, ao passo que 96% dos diretores das escolas em meios mais favorecidos consideram que a contratao permanece nas mos do Ministrio.
    PBLICO OU PRIVADO: QUE RESULTADOS?

    Em 2012, as aprendizagens, a nvel agregado, no parecem estar relacionadas com a propriedade da escola. H pases onde o ensino primordialmente pblico, como a Polnia e a Finlndia, e os resultados Pi*sa esto francamente acima da linha de referncia (500), mas tambm h pases onde o ensino ministrado primordialmente em escolas privadas dependentes do Estado, o caso da Holanda e da Irlanda, e os resultados so igualmente muito bons.
    A nvel agregado, a propriedade da escola (privada ou pblica) no parece estar relacionada com os resultados.

    Considerando o score final por pas e natureza da escola, torna-se visvel que os alunos de escolas privadas independentes tm sempre melhores resultados, o que se justifica pelo elevado estrato socioeconmico dos alunos. Todavia, h uma tendncia generalizada para que as escolas privadas com financiamento do Estado tenham resultados acima dos da escola pblica, apesar de operarem em meios sociais similares. Em Portugal, os resultados destas escolas subiram perto de 60 pontos entre 2003 e 2012, enquanto na escola pblica se verificou uma melhoria de 20 pontos. De notar, no
    entanto, que em 2003 as escolas privadas dependentes do Estado obtiveram piores resultados que a escola pblica.
    PBLICO OU PRIVADO: E SE OS ALUNOS FOSSEM IGUAIS?

    A propriedade da escola parece no afetar o desempenho da maioria dos alunos portugueses (cerca de 95%) que frequenta escolas pblicas ou do ensino privado dependente do Estado.
    Ao analisar o desempenho das escolas privadas (score mdio 582), verifica-se que estas obtm melhores resultados que as escolas pblicas (score mdio 538). Note-se, porm, que apenas alunos de elite tm acesso a estas escolas. Por outro lado, ao compararmos escolas pblicas com escolas privadas dependentes do Estado, verificamos que os resultados so semelhantes: 517 e 519, respetivamente.
    Logo, a propriedade da escola em nada parece afetar o desempenho da maioria dos alunos portugueses (cerca de 95%) que frequenta escolas pblicas ou privadas dependentes do Estado.
    O senso comum em educao ganhou larga expresso nas ltimas dcadas. A progressiva mediatizao dos problemas do sistema de ensino tem conduzido consagrao de adquiridos sobre a educao que nem sempre se sustentam em evidncia cientfica. Tendo esta questo em conta, o Projeto aQeduto: avaliao, qualidade e equidade em educao visa explicar, atravs de uma linguagem acessvel - mas sem desvalorizar o rigor cientfico na anlise das relaes estudadas - a variao dos resultados dos alunos portugueses nos testes Pi*sa, tendo em conta trs eixos fundamentais: os alunos (alteraes na condio social, econmica, cultural, comportamental e motivacional dos alunos e das famlias), as escolas (mudanas na organizao escolar) e o pas (variaes nas condies econmicas a nvel macro do pas).


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